Rádio Louvação

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

RELACIONAMENTOS


E houve contenda entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló; e os cananeus e os perizeus habitavam então na terra. E disse Abrão a Ló: Ora, não haja contenda entre mim e ti, e entre os meus pastores e os teus pastores, porque somos irmãos. Não está toda a terra diante de ti? Eia, pois, aparta-te de mim; e se escolheres a esquerda, irei para a direita; e se a direita escolheres, eu irei para a esquerda. E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes do SENHOR ter destruído Sodoma e Gomorra, e era como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito, quando se entra em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a campina do Jordão, e partiu Ló para o oriente, e apartaram-se um do outro. Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma. Gênesis 13:7-12.

Abraão e Ló, mesmo sendo parentes e íntimos, estavam enfrentando sérios problemas de relacionamento. Através da postura de Abraão aprendemos algumas atitudes a serem tomadas para promover a paz em situações onde a comunhão e a unidade em nossos relacionamentos esta ameaçada.

PRIMEIRO
Abraão desejou e buscou a paz antes de tudo. Por desejar verdadeiramente a paz com Ló, Abraão abriu mão de seus direitos e o deixou escolher a melhor parte. Aí está o primeiro segredo, estamos verdadeiramente dispostos a abrir mão dos nossos direitos em favor da comunhão? Abraão esteve e foi abençoado por isso.
Quando nossos relacionamentos correm risco, precisamos desejar e buscar a paz acima de tudo, ainda que tenhamos que abrir mão dos nossos direitos. Se fizermos isto, com certeza o Senhor nos abençoará.

SEGUNDO
“O coração do problema é o problema do coração”, ou seja, o problema normalmente nunca é a questão em si e sim algo lá no profundo do coração que precisa ser resolvido, curado ou transformado.
Quando estamos em alguma contenda em nossos relacionamentos precisamos buscar sinceramente no Senhor se não existem sentimentos e desejos obscuros em nossos corações que estão verdadeiramente promovendo e fomentando a contenda ao invés de acabar com ela.

TERCEIRO
Deus permite provas. Muitas vezes Deus permite certas situações para provar nosso coração. Vamos ou não agir conforme sua Palavra, satisfaremos a concupiscência da carne ou manifestaremos o fruto do Espírito?

QUARTO
Os povos em volta estavam vendo o que acontecia entre Abraão e Ló.
Toda vez que um cristão entra em contenda com seu irmão ele envergonha o Nome do Senhor na terra. Toda vez que abrimos mão dos nossos direitos em favor da unidade nós exaltamos o Nome do Senhor na terra e se cumpre o que foi dito por Jesus: “e assim todos saberão que vocês são meus discípulos, se tiverem amor uns pelos outros”; ... sejam um, para que o mundo creia...”.

A matemática do Senhor é diferente da nossa, Abraão aparentemente saiu perdendo más creu que se fizesse o que era certo Deus o abençoaria. A partir dali Abraão foi grandemente abençoado enquanto que Ló sofreu sérias consequências.
Toda vez que abrimos mão dos nossos direitos para por em prática aquilo que o Senhor nos instrui podemos ter a certeza de que nunca sairemos perdendo.
Na visão divina os relacionamentos e a unidade sempre valem mais do que nossos direitos.
Se não somos capazes de abrir mão de nossos direitos e interesses em favor do outro para que haja paz em nossa volta, é porque não estamos compreendendo profunda e verdadeiramente o que Jesus fez por nós.

Resumo da pregação feita pelo pastor Paschoal Piragine Jr. em 03 de fevereiro de 2013.
Ana Cléa

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

DO ÍNTIMO!



Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmã contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?
Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.
Após dar esta resposta a Pedro, Jesus conta esta parábola:
Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis cobrar as dívidas dos seus servos;
E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;
E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.
Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.
Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.
Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.
Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.
Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
Jesus termina dando a resposta final a Pedro:
Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do íntimo, de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas
. Mateus 18.21-35.
Jesus não coloca panos quentes, quando Ele alerta sobre o que acontecerá se não perdoarmos nosso irmão as suas ofensas, Ele está dizendo que na caminhada, de alguma forma, seremos ofendidos e devemos estar preparados para perdoar, assim como Deus fez e faz para conosco!
Ao ler isso fiquei imaginando as vezes em que vamos aos pés do Senhor chorar nossas mágoas e reclamar das ofensas que recebemos; fiquei imaginando o Senhor dizendo:” meu filho, eu já disse que estas coisas aconteceriam e já disse como você deve agir!”
Deus nos perdoou uma dívida que jamais poderíamos pagar!
Qualquer coisa que nosso próximo possa nos dever nunca será maior do que a dívida que tínhamos para com Deus e que nos foi perdoada. Portanto, se Deus nos perdoou, não teremos desculpas perante Ele se não perdoarmos nosso próximo.
O Senhor não reclama um perdão da boca para fora, apenas de aparências más sim do íntimo! Um perdão que não deixa ressentimentos ou mágoas.
Se assim não o fizermos, seremos entregues aos atormentadores.
O que são estes atormentadores?
Penso que podem ser muitas situações, até mesmo na esfera espiritual, más sinceramente não quero jamais descobrir!
Que o Senhor nos ajude, a cada dia, a lembrarmos deste alerta e, na força do Senhor, buscando capacitação nEle, do íntimo, perdoarmos nosso semelhante.
Sei que isso só é possível pela força e ajuda do Senhor.
Oremos para que a cada dia Ele nos ajude.
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 Ana Cléa